Capcom é processada em US$ 12 milhões por plágio em Resident Evil 4

Fonte: Start Uol

Resident Evil 4 teria utilizado texturas capturadas pela artista Judy A. Juracek

A produtora Capcom está sendo processada por supostamente ter utilizado materiais de referência da fotógrafa Judy A. Juracek em jogos como Resident Evil 4 e Devil May Cry ao longo dos últimos dez anos. Judy entrou com o processo na Justiça dos EUA na última sexta (4) e pede uma indenização de US$ 12 milhões.

A artista e designer alega que a empresa usou fotos de seu livro Surfaces, lançado em 1996, que compila mais de 1.200 imagens de referência de diferentes texturas, para serem utilizadas por arquitetos, designers e artistas. Todas as imagens também estavam em um CD-ROM, mas o download deveria ocorrer mediante pagamento.

Segundo Judy, a Capcom não pagou por nenhum valor e reproduziu pelo menos 80 fotos em diversos jogos. O processo conta com mais de 100 páginas de documentação das evidências de plágio. Um dos exemplos envolve o “4” no logo de Resident Evil 4 (2005).

Outra evidência é que uma das imagens encontradas no vazamento de dados da Capcom que aconteceu em novembro tinha exatamente o mesmo nome que seu respectivo arquivo no CD-ROM de Surfaces. O processo também cita a recente acusação do cineasta Richard Raaphorst de que monstros de Resident Evil Village, lançado em abril, havia sido copiados de designs elaborados para o seu filme Frankenstein’s Army, de 2013.

O valor da indenização exigida por Judy foi estipulado entre US$ 2.500 e US$ 5.000 para cada fotografia utilizada pela publicadora, totalizando os US$ 12 milhões.

A Capcom ainda não se pronunciou sobre o processo.

Artista italiano vende ‘escultura’ invisível por cerca de R$ 93 mil

Por João Paulo dos Santos
Fonte: Estadão

Obra foi batizada de ‘lo sono’, em português ‘eu sou’, e comprador receberá um certificado

O artista plástico italiano Salvatore Garau conseguiu uma proeza – ainda mais se pensando em tempos de crise devido à pandemia. Ele vendeu uma ‘obra’ sua invisível por cerca de R$ 93 mil.

A ‘escultura’ leiloada pelo artista de 67 anos começou com um valor de seis a nove mil euros. Mas, após vários lances, ela foi vendida pelo preço de 15 mil euros. A obra batizada de ‘lo sono’, que significa ‘eu sou’, é uma escultura imaterial, ou seja, que não existe. Pelo menos não fora da mente de seu criador.

Porém Salvatore Garau defende sua obra, dizendo que não vendeu um nada, mas que o que vendeu foi um vácuo. “O vácuo nada mais é do que um espaço cheio de energia, mesmo que o esvaziemos, e ali não resta nada, de acordo com o princípio da incerteza de Heisenberg, que nada tem peso. Portanto, tem energia que se condensa e se transforma em partículas, ou seja, em nós”, disse ao jornal AS da Espanha.

“Quando decido ‘expor’ uma escultura imaterial num dado espaço, esse espaço vai concentrar uma certa quantidade e densidade de pensamentos num ponto preciso, criando uma escultura que, pelo meu título, só vai assumir as mais variadas formas. Afinal, não moldamos um Deus que nunca vimos?”, explicou.

Por esse motivo, o artista ressalta que sua obra não pode ser colocada em qualquer lugar, mas deve estar localizada em um espaço livre de obstruções, cerca de 150 cm x 150 cm.

Iluminação especial e controle de temperatura naquele espaço são opcionais, pois a peça não pode ser vista de forma alguma. Estas instruções estão detalhadas no certificado de garantia, assinado e carimbado pelo artista, que o comprador da ‘obra’ receberá.